Associação dos Antigos Alunos do IST

Como foi o nosso 4º Jantar temático?

Como foi o nosso 4º Jantar temático?

21 de Maio de 2019 pelas 20:00 — Instituto Superior Técnico

Responsabilidade social, empreendedorismo, cunhagem de moedas e, claro, as vivências do Técnico dividiram atenções, esta terça-feira, 21 de maio, em mais um dos jantares promovidos pela Associação de Antigos Alunos do Instituto Superior Técnico (AAAIST). Rita Wahl, técnica superior do Núcleo de Desenvolvimento Académico (NDA), o engenheiro Manuel Lopes da Costa, antigo aluno e um dos impulsionadores da  Experience Management, e o professor Paulo Martins, docente do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) e investigador do Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC), foram os oradores convidados para partilhar mensagens distintas, mas igualmente importantes.

A passagem pelo Técnico e o percurso que se seguiu, as mudanças no campus e as memórias balizaram as conversas iniciais cujos interlocutores se iam somando e interpolando à medida que os convidados chegavam.

 

A inaugurar o leque de intervenções esteve Rita Wahl, dando a conhecer o fundo solidário da AAAIST promovido pela associação e a partir do qual se tem oferecido várias bolsas de estudo a alunos com dificuldades económicas. “Estou aqui para vos transmitir a importância destas bolsas para os nossos alunos”, começava por declarar. “No total, 42 estudantes já foram apoiados por este fundo”, apontava de seguida. Depois de explicar a dinâmica que transforma este fundo numa forma de apoiar os alunos do Técnico, e de enfatizar o impacto deste apoio na motivação e estabilidade dos bolseiros, a funcionária apelava à adesão dos alumni a este movimento de responsabilidade social com cunho da escola. “Muitas vezes este fundo é a única esperança destes jovens”, rematava por fim.

O engenheiro Man

uel Lopes da Costa encontrou nesta reunião de antigos alunos uma ótima oportunidade de divulgar um dos seus mais recentes projetos: a Experience Management. Mas antes disso foi tempo de realçar o papel que a passagem pela escola teve e ainda tem na sua vida: “Estou casado há muitos anos com alguém que conheci aqui, as minhas filhas vieram para o Técnico e espero que um dia mais tarde os netos também venham”, declarava. “Por isso, e também pelo percurso profissional que construí depois do Técnico posso dizer que esta escola mudou a minha vida”, complementava de seguida. Posteriormente, o alumnus apresentava então esta plataforma que ajudou a fazer a ponte entre as necessidades das empresas e os currículos de pessoas com mais de 50 anos, com um comprovado percurso profissional. “O nosso objetivo é mostrar que estas pessoas continuam a representar valor para as empresas. Atualmente temos cerca de 550 currículos na plataforma da Experience Management”, partilhava o engenheiro Manuel Lopes da Costa. “Não queremos que se desperdice talento”, afiançava de seguida, lançando o desafio aos restantes alumni para passarem a mensagem.  O engenheiro não terminaria a sua intervenção sem antes sublinhar a importância da AAAIST: “Esta associação tem o poder de influenciar e temos que saber aproveitar isso”. “Quantas escolas podem dizer que formaram os governantes, os líderes, os gestores que o Técnico gerou e continua a gerar?! Temos que aproveitar esta nossa rede da melhor forma que pudermos”, rematava.

Depois do jantar, e como habitual, foi a vez de o convidado especial partilhar com os restantes antigos alunos através de uma palestra o conhecimento que detém e os caminhos pelos quais o tem levado. Apesar da sua área de formação ser Engenharia Mecânica, foi sobre um tem mais concreto que professor Paulo Martins debruçou a breve e interessante apresentação. A cunhagem de moedas – uma área em que é especialista, mas da qual é também um apaixonado – foi o tema da breve palestra. O estado da arte, os materiais usados, a força colocada na cunhagem, os protótipos que têm surgido e a colaboração do seu grupo de trabalho com a Casa da Moeda foram alguns dos tópicos que guiaram a apresentação. “A cunhagem é o desafio máximo porque as pressões envolvidas são enormes. No nosso grupo temos muita sorte de poder fazer este trabalho e de colaborar com a Casa da Moeda”, referia o docente do DEM. Depois da interessante apresentação foram muitas as perguntas da audiência, e havia uma que se impunha e não faltou: “com tanto conhecimento e paixão em torno das moedas és também um colecionador?”. O professor Paulo Martins sorria e soltava: “tenho algumas, mas as moedas de ouro são caras, portanto não tantas quanto gostava”.

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